Reunir a turma em círculo para cantar e dançar é mais que resgatar uma brincadeira antiga e popular para proporcionar diversão aos pequenos. Brincar de roda (ou de ciranda, como é dito em algumas regiões do Brasil) é uma maneira de se expressar artisticamente. Ao propô-la, o professor desenvolve nas crianças a compreensão da capacidade que elas têm de se mexer, criar e controlar os próprios movimentos. "Isso provoca o descobrimento do próprio corpo e de tudo o que é possível fazer com ele", explica Silvia Lopes, professora de dança na Escola Grão de Chão, no Espaço Brincar, na Escola Jacarandá e no Colégio Oswald de Andrade, todos na capital paulista.
E, por ser uma atividade que obrigatoriamente tem de ser realizada em grupo, os pequenos aprendem a importância de se relacionar com os colegas, respeitando o espaço e a vez de cada um, segundo Arlenice Juliani, arte-educadora do Grupo de Estudos de Danças Circulares. Esse é um ponto importante a ser trabalhado durante as cirandas, já que explorar atitudes cooperativas e solidárias é um dos principais objetivos da Educação Infantil.
Quando organiza rodas populares, como Ciranda, Cirandinha, Atirei um Pau no Gato e Esquindô-Lê-Lê, o educador também proporciona a introdução a um importante conteúdo a ser trabalhado no Ensino Fundamental pelas disciplinas de Educação Física e Arte - a dança -, já que a atividade favorece o contato com os hábitos musicais de outras culturas, como a pernambucana e a cigana (leia a sequência didática), o desenvolvimento da noção de ritmo e a percepção da necessidade de ajustar as expressões corporais à música cantada. "Quando brincamos de roda com as turmas da pré-escola, exploramos a aprendizagem dos movimentos feitos coletivamente", diz Eva Maísa, coordenadora pedagógica EM Maria Elisa Quadros Câmara, em Bragança Paulista, a 90 quilômetros de São Paulo.
Apesar da possibilidade de trabalhar vários aspectos durante as cirandas, é importante lembrar que, por mais que algumas das músicas deixem claro como os movimentos devem ser feitos, a garotada ainda não tem muita capacidade de executar todos com precisão na Educação Infantil. A expectativa não pode ser essa. O importante é que todos participem, se relacionem bem com o grupo e tentem executar os comandos corretamente com o passar do tempo. Então, o professor não pode ficar fora da brincadeira.
Ele é um modelo para as crianças e fornece o repertório de gestos e posturas a serem imitados. Outro papel que cabe a ele é pensar as adequações necessárias para tornar os movimentos mais convenientes ou desafiadores. Com um pouco de pesquisa na comunidade local e em livros que abordam o tema historicamente e reúnem sugestões da brincadeira, descobre-se que, mais que rodar de mãos dadas, muitas cirandas podem ser vivenciadas de maneiras diversas, como com os pés entrelaçados e de costas para o centro da roda.
PULA-SAPO
Corrida de duplas de ida e volta. Cada um deve saltar sobre as costas do parceiro e, com um sapo, cruzar a chegada. Na ida, vai de frente. Na volta, vem de costas, ou seja, não vale virar. Se errar, continua da onde parou. Ganha quem voltar primeiro.
GELINHO
É um congelado, mas quem for pego, além de ficar parado, deverá abrir as pernas. Ele só poderá ser descongelado depois que alguém passar por debaixo de suas pernas três vezes.
COBRINHA
Dois participantes seguram nas extremidades da corda e começam a fazer movimentos com ela. Enquanto isso, os demais participantes deverão ultrapassar a corda sem tocar nela. Se não conseguir, é eliminado. Quando todos já tiverem passado, deverão passar para o outro lado. E por aí vai até chegarmos a um campeão.
GALINHA GORDA
É como se uma noiva fosse jogar o buquê, mas no lugar do buquê é uma bola. Os participantes se agrupam e o mestre deverá joga a bola para trás. O mestre diz: "Galinha Gorda". E os participantes: "Gorda é". Mestre: "Por cima ou por baixo?". Conforme a escolha dos participantes, o mestre deverá jogar a bola ou por cima ou por debaixo das pernas. Se a bola cair no chão, eles podem pegá-la. Quem pegar a bola é o próximo a jogar.
PEIXINHOS
Os participantes formam uma roda e o mestre começa a cantar: "É do Tango, tango, morena, é do carrapicho, Vamos jogar (nome da criança), morena na lata do lixo". Quem tiver seu nome citado, vai pra dentro da roda e fica dançando. A estrofe é repetida até que todos já estiverem dentro, menos o mestre. Depois que todos já estão no fundo do mar, o mestre canta: "Se eu fosse um peixinho, pudesse nadar, tirava fulano do fundo do mar". E vai repetindo e formando a roda novamente, mas sempre é só o mestre quem canta. O mestre tira todos do fundo do mar, menos um. Quem ficar dentro da roda é o lixeiro, Então, todos gritam: "lixeiro, lixeiro, lixeiro
ELÁSTICO
Duas crianças são escaladas para segurar um elástico com os pés, ficando aproximadamente distantes 2 metros uma da outra. A criança que fica no centro do elástico tem de fazer todos os movimentos combinados com os colegas antes de iniciar a brincadeira. Pode ser pular com os dois pés em cima do elástico, com os dois pés fora, saltar com um pé só etc... Se conseguir, ela passa para a próxima fase, que é a de executar os mesmos movimentos, só que os dois colegas passarão o elástico para o tornozelo, joelhos, coxa e cintura. Os mesmos movimentos deverão ser repetidos. Se a criança errar, trocará de posição com um dos colegas que esta segurando o elástico. Ganha quem pular o elástico até a cintura sem errar.
BALANÇA CAIXÃO
O "rei" senta-se no "trono". O "servo" apoia o rosto no seu colo; os outros formam uma fileira atrás do "servo" apoiando-se uns nas costas dos outros. O último da coluna dá um tapa nas costas da pessoa da frente e vai se esconder. Assim por diante até chegar a vez do "servo" o qual irá procurar todos recitando: "Balança caixão. Balança você. Dá um tapa nas costas e vai se esconder".
BOLINHA DE GUDE
Primeiro, façam um círculo no chão com aproximadamente trinta centímetros de diâmetro. A partir dele dê um passo e risque uma linha. A seguir, dividam as bolinhas de gude entre os jogadores. Todos devem receber a mesma quantidade. Sorteie quem será o primeiro jogador. Com a mão sobre a linha marcada, ele deve jogar uma de suas bolinhas tentando deixá-la bem perto do círculo, mas sem que ela pare dentro dele. Esta rodada acaba quando todos jogarem uma bolinha. Nas rodadas seguintes cada jogador poderá tentar jogar suas bolinhas o mais próximo possível do círculo ou empurrar as bolinhas dos adversários para longe dele. O jogo termina quando todas as bolinhas forem arremessadas e o ganhador é aquele que tiver deixado a sua mais perto do círculo.
DOENTE, MORTO E COVEIRO
O grupo faz uma roda. Os participantes ficam passando a bola com os pés. A primeira pessoa que deixar a bola cair no chão fica doente, a segunda, morta e a terceira, caveira. A caveira deve pegar a bola, enquanto os outros correm, e gritar “Stop”. Ao ouvir o grito, todos devem ficar parados e a caveira deve dar três passos e tentar queimar um dos jogadores. Se isso acontecer, quem foi queimado pega a bola, e o jogo recomeça.
COMPLETE A MÚSICA
Toca-se uma música e, em certo momento, ela para O desafio de cada equipe é acertar corretamente a letra da música do ponto em que ela parou. Ganha a equipe que acertar mais.
BOQUEIRA
DESAFIO: Tirar a embalagem de uma bala ou pirulito com a boca (sem usar as mãos e sem ter ajuda) e começara chupar. Quem completar a tarefa em menos tempo, vence.
RABO DO BURRO
Desenhe um animal de costas ou de lado numa cartolina e prenda numa parede. Cada participante deve receber uma etiqueta autocolante grande (já destacada). De olhos vendados, deve caminhar até o desenho e colar o rabo do animal. Quem colocar o rabo mais próximo do local correto é o vencedor.
QUEM PISCA PRIMEIRO
Duas pessoas ficam olhando uma pra outra. Quem piscar primeiro, perde.Pode ser feito com a professora.
CORRIDA DO SIRI
Correm vários participantes nessa corrida de ida e volta. Os jogadores deverão correr lateralmente como a dança do siri. Ganha quem chegar primeiro.
Jogo: “MEMÓRIA”
Contém: Peças com letras e peças com palavras (virtudes)
Participantes: Número indeterminado.
Regras:
Sentar em roda e dispor as peças viradas para cima. Os participantes terão 1 minuto para
visualizarem as peças. Virar então rapidamente todas as peças para baixo, tomando cuidado
para não
tirar nenhuma peça do lugar. Cada um, na sua vez, tentará encontrar as peças que formam
par. (Ex.:
letra T - palavra TOLERÂNCIA).
Quando conseguir acertar, pega o par para si e joga novamente até que erre e passe a vez.
Quando não acertar, passa a vez para o participante seguinte.
Ganha o jogo quem tiver mais pares no final.
Éspero que possa te ajudar , tente adaptar para suas crianças. Coloque desenhos e mostre a eles e explique, não sei ao certo como se dá aula para o maternal, mas espero que a dinamica te dê uma luz.
Coisas que leio e/ou recebo e que podem ajudar alguém de alguma maneira!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A situação do negro no Brasil.
A identidade de um povo, num Estado nacional, pode se transformar,
lentamente, seguindo as modificações históricas ou de forma mais veloz,
sobretudo em períodos de guerra ou de grandes transformações locais ou
mundiais. Muitas vezes tais mudanças são geradas durante certo tempo e, a
partir de algum movimento, tornam-se visíveis.
Assim sendo, para entender o presente, é preciso compreender o que a
história significa no passado e para o futuro e, ainda, a diferença entre a
história, os pontos de vista históricos e as interpretações da história.
O Estado brasileiro, escravista durante mais de trezentos anos,
reestruturado por conceitos republicanos excludentes, impôs e estimulou, ao
longo da história, conceitos de nacionalidade que determinaram um discurso
cultural distante da realidade multi-cultural do país.
A cultura brasileira, essencialmente permeada por valores femininos, negros,
caboclos, indígenas, definida por encontros e conflitos, foi mediada,
durante anos, pelo discurso da democracia racial e sua manifestação material
legitimada a partir de uma leitura política branca.
A rica diversidade da cultura dos povos de origem européia aqui recriada, as
africanidades brasileiras, as contribuições asiáticas, judias e árabes, as
expressões indígenas resultantes dos conflitos da colonização, as
características de nossa 'antropofagia', nossa identidade construída com
referência em uma diversidade hierarquizada -, nem sempre essa dinâmica foi
considerada pelo discurso que justifica e teme as desigualdades estruturais.
Começa, porém, a ser desenhada uma cultura de democracia participativa, que
necessariamente inclui a cidadania cultural. O Brasil, Estado/nação, vive,
neste momento, um período privilegiado no que diz respeito às possibilidades
de concretizar transformações fundamentais abortadas em vários períodos da
história. As profundas transformações dos conceitos de identidade nacional
são então amparadas por uma política cultural inclusiva, que começa a se
materializar valorizando a diversidade e desestruturando a hierarquia
herdada da escravidão.
Espelho, espelho meu....
Em 1814, o governo geral do Rio de Janeiro recomenda ao governador da Bahia:
'Determina Sua Alteza Real que V. Exa. proíba absolutamente os ajuntamentos
de Negros chamados vulgarmente batuques, não só de dia, mas muito
particularmente de noite, pois ainda que se lhes permitisse isto para os
fazer contentes não deve continuar esta espécie de divertimento, depois de
terem abusado tanto dela.'
(Com o aumento das revoltas da escravos e de outros grupos pobres,
principalmente a partir do fim do século XVIII, os batuques foram
considerados focos de rebelião e esteticamente proibidos)
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a segunda maior do
planeta. A Nigéria, com uma população estimada de 85 milhões, é o único país
do mundo com uma população negra maior que a brasileira.
Responsável pelo maior translado humano da história - entre 3,6 e 5 milhões
de africanos foram importados para o Brasil, de várias partes do continente
africano -, a escravidão gestou estruturas, relações sociais e econômicas,
valores e conceitos, visão de mundo incluindo visão de Estado, que tinham
por meta sua permanência, sobrevida e a manutenção dos privilégios
resultantes.
Só a partir da década de 1930, com base, principalmente, nas teses sobre a
miscigenação e na forma envergonhada de expressão do discurso racista,
consolidou-se no país o mito da democracia racial. O que significa que,
ainda durante a maior parte deste século, foram inibidas ações de combate ao
racismo, a organização cultural e política dos negros brasileiros, e a
implantação de políticas para a superação das desigualdades raciais. No
período pós-Abolição, a ausência de um sistema legal explícito que definisse
as desigualdades e, ainda, as africanidades visíveis da cultura brasileira,
serviu como argumento para que o Estado e a sociedade desconsiderassem a
necessidade de se criar mecanismos para a inclusão do povo negro no processo
de desenvolvimento nacional.
A rica história invisível dos seres escravizados nos vários países
africanos, sua recriação cultural, são apenas parte do ser cultural
brasileiro. A polícia, a prática da medicina e das outras ciências, a
cultura de produção rural e de utilização da terra, a política de imigração,
o sistema político, os métodos utilizados para a sistematização dos dados,
as relações de produção e de gerenciamento da riqueza, o regime de
propriedade e de créditos, o sistema legal e o escolar, o mercado de
trabalho, tudo foi estruturado para atender à necessidade de enriquecer os
senhores, de controlar o escravo ou, depois, para consolidar e justificar as
desigualdades.
Mais de trezentos anos de escravidão, do século XVI até o final do século
XIX, como instituição legal, social e econômica, que determinou o estilo de
vida do Brasil colônia, representam uma referência histórica fundamental
para se compreender as desigualdades raciais no país, e o aprofundamento da
hierarquização dos direitos e da própria definição de humanidade, de valor
social da pessoa.
O escravo, para que a escravidão se justificasse, não era considerado um ser
totalmente humano por nenhuma das instituições, inclusive pela igreja. As
práticas culturais e religiosas, a visão de mundo desse conjunto humano
foram sistematicamente desqualificadas, apesar de sua integração ao modo de
ser nacional, após mais de trezentos anos de convivência cultural, e sendo a
sua força de trabalho responsável pelo desenvolvimento da economia. A
aparência física dos negros, exceto quando se tratava de servir sexualmente
os senhores, foi associada à dos animais e esteticamente desagradável ou
inferior. Seu corpo era para o trabalho e sua força utilizada corno a dos
animais. A participação nas artes, extremamente relevante sobretudo no
século XVIII, pouco ampliou os seus direitos, ou lhes assegurou o exercício
da cidadania.
"Durante a escravidão, e mesmo após, as expressões religiosas negras foram
descritas por escrivão de polícia a que narrava invasões de terreiros ou
derrotas de revoltas, por autoridades eclesiásticas e civis preocupadas em
combater a 'feitiçaria' e a subversão dos costumes..." -
João José Reis
Se o movimento abolicionista foi longo, heterogêneo e, por fim, vitorioso, a
República surgiu como reação ao fim absoluto da escravidão, apesar do
engajamento de lideranças negras no movimento republicano.
Várias peças religiosas tomadas dos 'pretos', africanos, e dos 'criolos',
afro-brasileiros, ainda hoje estão nas delegacias, senão foram destruídas ou
desapareceram.
Principalmente a partir da promoção, pelo Estado, da imigração européia
subvencionada para substituir a mão-de-obra negra, da criação de status
superior de cidadania para os imigrantes recém-chegados em relação aos
negros, das promessas do Estado de embranquecer a nação, da participação
periférica dos afro-brasileiros no processo de industrialização, da fraca
representatividade política, da desqualificação de suas referências
culturais, estruturou-se o que pode ser chamado o sistema de exclusão racial
informal.
O desejo, a quase que necessidade brasileira de ser uma democracia
confundiu-se com o mito desmobilizador longamente cultivado.
*Zumbi, mostra a tua cara !*
Agora, no final de seu quarto de século, o país passa por profundas
transformações. No início dos 1900, representantes do Estado e dos setores
dirigentes prometia que este seria um país branco em cem anos, como forma de
assegurar presença respeitável nos conclaves internacionais. As projeções
para o V Centenário, os cenários desenhados para a o início do próximo
milênio, mostram, entretanto, que a diversidade e a expressão
afro-brasileira agregam valor ao Brasil no cenário mundial.
Mas, que processos culturais permitirão as imensas possibilidades humanas de
valorizar suas diferenças? Que processos transformarão o imaginário social
que manifesta perversamente o racismo envergonhado, e se justifica com a
afirmação de que aqui não se pratica racismo como lá ... ?
Novas referências estão sendo construídas para que a política cultural
inclua a riqueza material e imaterial gestada pelos africanos e seus
descendentes brasileiros.
Os produtores e criadores negros, os intelectuais, movimentos militantes,
todos têm papel relevante nesse processo, e têm sido considerados.
Entretanto, ainda não é possível ter certeza da imagem real de Zumbi dos
Palmares (enquanto são vários os desenhos que retratam Domingos Jorge Velho)
para que, além de ocupar a galeria dos heróis, possamos ter sua foto
estampada nas moedas nacionais. Ou ir além das caricaturas de Anastácia e
Chica da Silva e, ainda, descobrir a história verdadeira do fim de Luiza
Mahin, a mãe de Luiz Gama. Somente diretrizes e investimento político do
Estado têm sido capazes de interferir na estrutura dinâmica cultural e de
criar mecanismos distributivos para compensar as desigualdades históricas.
Isso para que as mudanças não sejam cosméticas.
*Cumprindo a agenda atrasada*
O ano de 1995, tricentenário da morte de Zumbi dos Palmares, último líder da
República de Palmares, quilombo criado em Alagoas, que durou cerca de cem
anos e foi destruído em 1694 , foi um marco na relação negro - Estado e na
cultura do Estado em relação ao negro.
Ao som dos tambores, que no dia 20 de novembro protestavam contra o que tem
sido definido como apartheid sem leis, e respondendo às críticas e propostas
do movimento social negro, o presidente da República, em um ato no Palácio
do Planalto, falou abertamente sobre o racismo, criou o Grupo de Trabalho
para a Valorização da População Negra e elegeu a cultura, nominalmente a
Fundação Cultural Palmares, como uma das áreas de investimento imediato para
iniciar as transformações.
Foi preciso o engajamento pessoal do chefe do Estado para romper a inércia e
a tendência à desqualificação política do negro. Sabe o sociólogo Fernando
Henrique Cardoso que por decreto não se muda o contexto social, mas que o
círculo vicioso precisava ser rompido e que orçamentos, leis e programas
refletem os conceitos culturais. Ainda não nomeava ali, porta-vozes
confiáveis, intermediários como se costuma fazer - criava, isto sim, espaços
de poder para elaboração de propostas e execução, que, embora ainda
limitados, representavam um ponto de força na estrutura do governo.
A cultura sempre foi o espaço possível para o exercício da sensibilidade
negra, embora essa participação não mudasse o lugar social de seus
realizadores. Principalmente antes de a indústria controlar o setor, o
talento era limitado pelas condições de vida. Além da matriz cultural
brasileira, do imaginário e da visão de mundo serem expressões profundas da
africanidade aqui recriada, a expressão através das artes é fundamental,
mesmo que descontextualizada.
Programas, projetos, convênios, revisão de conceitos e de sua materialização
em apoios e orçamentos estão sendo realizados de forma a se criar um
ambiente que permita a realização das mudanças estruturais projetadas pelos
abolicionistas, adequadas a este final de milênio.
As comunidades negras rurais organizadas em quilombos, importantes celeiros
culturais por sua história, com prática coletiva de produção diversificada,
relação harmônica com o meio ambiente, foram identificadas. Estão sendo
demarcadas as suas terras e eles estão recebendo os seus títulos de posse.
São territórios culturais, são territórios habitados pelas mesmas famílias
por vezes há mais de trezentos anos, vulneráveis devido à ausência, até
então, de sua inclusão nos projetos fundiários do governo. Suas populações
estão sendo capacitadas para potencializar os recursos e programas pilotos
específicos de educação e saúde estão sendo realizados.
Programas de apoio ao desenvolvimento de uma dramaturgia afro-brasileira e
capacitação para a representação adequada desse grupo humano estão sendo
realizados em todo o país. São re-qualificados técnicos em comunicação,
roteiristas, atores, diretores, artistas gráficos, através de convênios de
várias naturezas.
A invisibilidade, ou a exposição desqualificada dos negros e de sua cultura,
eram motivo para a baixa auto-estima, tanto dessa população quanto dos
brasileiros em geral, na sua grande maioria afro-descendentes.
O mapa da produção cultural negra e de sua história urbana e rural está
sendo organizado e já parcialmente disponibilizado através dos meios
informatizados. A história hoje disponível apenas em acervos fechados ou de
difícil acesso, também no exterior, às vezes fragmentada, está sendo
organizada em um banco de dados que inclui toda a diversidade e inteligência
negra brasileira. Peças religiosas estão sendo identificadas e devolvidas
aos seus proprietários, quando não são doadas para o acervo. Sítios
arqueológicos, como a serra da Barriga, e áreas de antigos quilombos estão
sendo estudadas. A história da língua portuguesa no país, da perda das
línguas de origem africana e da 'invenção' da língua que falamos em todo o
território nacional, está sendo sistematizada. A vida de mulheres como Chica
da Silva, Carolina de Jesus, Luiza Mahin; a competência e o desencanto
político de abolicionistas como André Rebouças, Joaquim Nabuco e Luís Gama,
que pensavam o desenvolvimento brasileiro; Machado de Assis; as irmandades;
os terreiros e a ação dos seus líderes espirituais; a sensibilidade e o
universo contraditório dos cientistas; os conceitos de produção
diversificada, em oposição às plantations, desenvolvido por muitos
quilombos; o trabalho sofisticado com metais - toda essa riqueza começa a
estar disponível em várias linguagens para a nação que não conhece a
trajetória ancestral de, no mínimo, quarenta e cinco por cento de sua
população.
A projeção da cultura brasileira no exterior tem sido objeto de ações de
difusão que se desdobram em promoção da imagem do país, valorizando o
multiculturalismo e o intercâmbio cultural. A pluralidade nacional começa a
ser adequadamente representada e a presença de artistas afro-brasileiros
começa a ser mais diversificada no mercado.
O marco físico e, ao mesmo tempo simbólico, da nova postura do governo é a
criação do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra.
A compreensão de que a falta de informação mantém a população negras
estagnada nos espaços sociais inferiores, por vezes indiferente a
possibilidades transformadoras e, ainda, que os cidadãos de todas as origens
precisam ter referências para que se orgulhem das nossas africanidades,
levou o governo, através da Fundação Cultural Palmares, a desenvolver e a
implantar tal projeto.
O Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, cuja placa da
pedra fundamental foi assinada pelos presidentes Nelson Mandela e Fernando
Henrique Cardoso, será inaugurado no marco do V Centenário do Descobrimento
do Brasil, na capital federal, com o objetivo de ampliar a capacidade de
participação dos afro-brasileiros no processo de desenvolvimento humano,
científico e tecnológico do país. O diálogo cultural com a África e com os
países multirraciais ganha novo conteúdo a partir dessa iniciativa.
O reconhecimento da importância da cultura negra no dia-a-dia nacional e de
suas dinâmicas positivas como modelo civilizatório tem se expandido. Sua
essência musical, a capacidade desse coletivo de transformar condições
adversas em fatores de desenvolvimento humano e alegria, sua estética rica
em diversidade, sua religiosidade inclusiva, passam a ser percebidas no
conjunto da nação como elementos positivos da nossa diversidade.
O sistema de valores culturais do Estado, ao incluir a história do negro,
tem se transformado e exigido novas reflexões, novo vocabulário, o
desenvolvimento de novos conceitos de cidadania e, sobretudo, o início de
mais respeito por essas novas vozes num cenário que nunca foi representativo
dessa pluralidade.
Os projetos apoiados pelo Fundo Nacional de Cultura, pelas leis do mecenato,
para obras de conservação e preservação do patrimônio, têm, devido ao
engajamento pessoal do ministro Francisco Weffort, mais e mais incluído o
patrimônio afro-brasileiro. As ações nos Estados e municípios estão sendo
estimuladas a considerar a diversidade local. Dirigentes locais começam a
perceber que o patrimônio criado pelos negros gera recursos e visibilidade
para suas unidades administrativas e que, portanto, os produtores de tal
riqueza devem ser considerados.
*Política multi-cultural*
A nova política cultural brasileira cria imensas possibilidades e muitas
demandas para o Estado e para a sociedade.
O mercado foi motivado, surgiram e foram ampliadas várias publicações
destinadas ao público negro. Uma nova estética, mais inclusiva, começa a ser
visível na moda. A comunicação, inicialmente a oficial e agora, lentamente,
a comercial, começa a tratar o negro como pessoa e a incluir imagens de
seres humanos dos vários grupos étnicos.
0 mercado cultural, entretanto, continua excludente e o financiamento a
produções negras muito tímidas. Há ainda uma imensa distância entre o
discurso cultural e a prática da inclusão. Os produtos do teatro, da música,
da dança, da literatura, do cinema, da televisão e da pintura, apresentados
no cotidiano, estão longe de refletir a dinâmica social. Os produtores, com
referência nos conceitos criados pelo mito da democracia racial, tratam o
negro como segmento, de forma descontextualizada e eventual.
Por sua vez, os movimentos negros, que motivaram com seu ativismo histórico
as mudanças atuais, têm sido parceiros críticos do Estado e começam a atuar
junto a outros setores para aprofundar as transformações e para garantir que
a agenda do governo seja agilizada. A descrença nas instituições e a
indiferença em relação à representação política começam a serem
transformadas no conjunto da população.
Nota-se uma profunda transformação em curso na identidade nacional. A
compreensão das africanidades, aqui recriadas como parte do ethos
brasileiro, muda as referências e rompe as limitações impostas por um falso
eurocentrismo e põe por terra os conceitos de raça e de fragmentação da
diversidade. A inclusão valorizada do negro desmobiliza a necessidade de se
provar que o diferente é melhor ou pior, além de permitir trocas mais
profundas e prazerosas entre os humanos de várias origens.
Entretanto, como os valores do Estado só se transformam através de leis,
programas e políticas, estão sendo organizados dados sobre o resultado dos
investimentos planejados para o período de 1994 a 1999, a fim de que o
próximo plano plurianual inclua metas específicas para a criação de um novo
cenário, até o início da próxima década.
A obra civilizatória brasileira - a possibilidade do privilégio do encontro
superar as marcas da perversidade e as agruras do caminho percorrido -,
começa a ser esculpida ao som dos tambores, com a sabedoria das negras
velhas e a elegância da capoeira.
Não vos alerto por represália
Nem cobro meus direitos por vingança.
Só quero
Banir de nossos peitos
Esta goma hereditária e triste
Que muito me magoa
E tanto te envergonha.
Autoria: Rodrigo Almeida
A identidade de um povo, num Estado nacional, pode se transformar,
lentamente, seguindo as modificações históricas ou de forma mais veloz,
sobretudo em períodos de guerra ou de grandes transformações locais ou
mundiais. Muitas vezes tais mudanças são geradas durante certo tempo e, a
partir de algum movimento, tornam-se visíveis.
Assim sendo, para entender o presente, é preciso compreender o que a
história significa no passado e para o futuro e, ainda, a diferença entre a
história, os pontos de vista históricos e as interpretações da história.
O Estado brasileiro, escravista durante mais de trezentos anos,
reestruturado por conceitos republicanos excludentes, impôs e estimulou, ao
longo da história, conceitos de nacionalidade que determinaram um discurso
cultural distante da realidade multi-cultural do país.
A cultura brasileira, essencialmente permeada por valores femininos, negros,
caboclos, indígenas, definida por encontros e conflitos, foi mediada,
durante anos, pelo discurso da democracia racial e sua manifestação material
legitimada a partir de uma leitura política branca.
A rica diversidade da cultura dos povos de origem européia aqui recriada, as
africanidades brasileiras, as contribuições asiáticas, judias e árabes, as
expressões indígenas resultantes dos conflitos da colonização, as
características de nossa 'antropofagia', nossa identidade construída com
referência em uma diversidade hierarquizada -, nem sempre essa dinâmica foi
considerada pelo discurso que justifica e teme as desigualdades estruturais.
Começa, porém, a ser desenhada uma cultura de democracia participativa, que
necessariamente inclui a cidadania cultural. O Brasil, Estado/nação, vive,
neste momento, um período privilegiado no que diz respeito às possibilidades
de concretizar transformações fundamentais abortadas em vários períodos da
história. As profundas transformações dos conceitos de identidade nacional
são então amparadas por uma política cultural inclusiva, que começa a se
materializar valorizando a diversidade e desestruturando a hierarquia
herdada da escravidão.
Espelho, espelho meu....
Em 1814, o governo geral do Rio de Janeiro recomenda ao governador da Bahia:
'Determina Sua Alteza Real que V. Exa. proíba absolutamente os ajuntamentos
de Negros chamados vulgarmente batuques, não só de dia, mas muito
particularmente de noite, pois ainda que se lhes permitisse isto para os
fazer contentes não deve continuar esta espécie de divertimento, depois de
terem abusado tanto dela.'
(Com o aumento das revoltas da escravos e de outros grupos pobres,
principalmente a partir do fim do século XVIII, os batuques foram
considerados focos de rebelião e esteticamente proibidos)
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a segunda maior do
planeta. A Nigéria, com uma população estimada de 85 milhões, é o único país
do mundo com uma população negra maior que a brasileira.
Responsável pelo maior translado humano da história - entre 3,6 e 5 milhões
de africanos foram importados para o Brasil, de várias partes do continente
africano -, a escravidão gestou estruturas, relações sociais e econômicas,
valores e conceitos, visão de mundo incluindo visão de Estado, que tinham
por meta sua permanência, sobrevida e a manutenção dos privilégios
resultantes.
Só a partir da década de 1930, com base, principalmente, nas teses sobre a
miscigenação e na forma envergonhada de expressão do discurso racista,
consolidou-se no país o mito da democracia racial. O que significa que,
ainda durante a maior parte deste século, foram inibidas ações de combate ao
racismo, a organização cultural e política dos negros brasileiros, e a
implantação de políticas para a superação das desigualdades raciais. No
período pós-Abolição, a ausência de um sistema legal explícito que definisse
as desigualdades e, ainda, as africanidades visíveis da cultura brasileira,
serviu como argumento para que o Estado e a sociedade desconsiderassem a
necessidade de se criar mecanismos para a inclusão do povo negro no processo
de desenvolvimento nacional.
A rica história invisível dos seres escravizados nos vários países
africanos, sua recriação cultural, são apenas parte do ser cultural
brasileiro. A polícia, a prática da medicina e das outras ciências, a
cultura de produção rural e de utilização da terra, a política de imigração,
o sistema político, os métodos utilizados para a sistematização dos dados,
as relações de produção e de gerenciamento da riqueza, o regime de
propriedade e de créditos, o sistema legal e o escolar, o mercado de
trabalho, tudo foi estruturado para atender à necessidade de enriquecer os
senhores, de controlar o escravo ou, depois, para consolidar e justificar as
desigualdades.
Mais de trezentos anos de escravidão, do século XVI até o final do século
XIX, como instituição legal, social e econômica, que determinou o estilo de
vida do Brasil colônia, representam uma referência histórica fundamental
para se compreender as desigualdades raciais no país, e o aprofundamento da
hierarquização dos direitos e da própria definição de humanidade, de valor
social da pessoa.
O escravo, para que a escravidão se justificasse, não era considerado um ser
totalmente humano por nenhuma das instituições, inclusive pela igreja. As
práticas culturais e religiosas, a visão de mundo desse conjunto humano
foram sistematicamente desqualificadas, apesar de sua integração ao modo de
ser nacional, após mais de trezentos anos de convivência cultural, e sendo a
sua força de trabalho responsável pelo desenvolvimento da economia. A
aparência física dos negros, exceto quando se tratava de servir sexualmente
os senhores, foi associada à dos animais e esteticamente desagradável ou
inferior. Seu corpo era para o trabalho e sua força utilizada corno a dos
animais. A participação nas artes, extremamente relevante sobretudo no
século XVIII, pouco ampliou os seus direitos, ou lhes assegurou o exercício
da cidadania.
"Durante a escravidão, e mesmo após, as expressões religiosas negras foram
descritas por escrivão de polícia a que narrava invasões de terreiros ou
derrotas de revoltas, por autoridades eclesiásticas e civis preocupadas em
combater a 'feitiçaria' e a subversão dos costumes..." -
João José Reis
Se o movimento abolicionista foi longo, heterogêneo e, por fim, vitorioso, a
República surgiu como reação ao fim absoluto da escravidão, apesar do
engajamento de lideranças negras no movimento republicano.
Várias peças religiosas tomadas dos 'pretos', africanos, e dos 'criolos',
afro-brasileiros, ainda hoje estão nas delegacias, senão foram destruídas ou
desapareceram.
Principalmente a partir da promoção, pelo Estado, da imigração européia
subvencionada para substituir a mão-de-obra negra, da criação de status
superior de cidadania para os imigrantes recém-chegados em relação aos
negros, das promessas do Estado de embranquecer a nação, da participação
periférica dos afro-brasileiros no processo de industrialização, da fraca
representatividade política, da desqualificação de suas referências
culturais, estruturou-se o que pode ser chamado o sistema de exclusão racial
informal.
O desejo, a quase que necessidade brasileira de ser uma democracia
confundiu-se com o mito desmobilizador longamente cultivado.
*Zumbi, mostra a tua cara !*
Agora, no final de seu quarto de século, o país passa por profundas
transformações. No início dos 1900, representantes do Estado e dos setores
dirigentes prometia que este seria um país branco em cem anos, como forma de
assegurar presença respeitável nos conclaves internacionais. As projeções
para o V Centenário, os cenários desenhados para a o início do próximo
milênio, mostram, entretanto, que a diversidade e a expressão
afro-brasileira agregam valor ao Brasil no cenário mundial.
Mas, que processos culturais permitirão as imensas possibilidades humanas de
valorizar suas diferenças? Que processos transformarão o imaginário social
que manifesta perversamente o racismo envergonhado, e se justifica com a
afirmação de que aqui não se pratica racismo como lá ... ?
Novas referências estão sendo construídas para que a política cultural
inclua a riqueza material e imaterial gestada pelos africanos e seus
descendentes brasileiros.
Os produtores e criadores negros, os intelectuais, movimentos militantes,
todos têm papel relevante nesse processo, e têm sido considerados.
Entretanto, ainda não é possível ter certeza da imagem real de Zumbi dos
Palmares (enquanto são vários os desenhos que retratam Domingos Jorge Velho)
para que, além de ocupar a galeria dos heróis, possamos ter sua foto
estampada nas moedas nacionais. Ou ir além das caricaturas de Anastácia e
Chica da Silva e, ainda, descobrir a história verdadeira do fim de Luiza
Mahin, a mãe de Luiz Gama. Somente diretrizes e investimento político do
Estado têm sido capazes de interferir na estrutura dinâmica cultural e de
criar mecanismos distributivos para compensar as desigualdades históricas.
Isso para que as mudanças não sejam cosméticas.
*Cumprindo a agenda atrasada*
O ano de 1995, tricentenário da morte de Zumbi dos Palmares, último líder da
República de Palmares, quilombo criado em Alagoas, que durou cerca de cem
anos e foi destruído em 1694 , foi um marco na relação negro - Estado e na
cultura do Estado em relação ao negro.
Ao som dos tambores, que no dia 20 de novembro protestavam contra o que tem
sido definido como apartheid sem leis, e respondendo às críticas e propostas
do movimento social negro, o presidente da República, em um ato no Palácio
do Planalto, falou abertamente sobre o racismo, criou o Grupo de Trabalho
para a Valorização da População Negra e elegeu a cultura, nominalmente a
Fundação Cultural Palmares, como uma das áreas de investimento imediato para
iniciar as transformações.
Foi preciso o engajamento pessoal do chefe do Estado para romper a inércia e
a tendência à desqualificação política do negro. Sabe o sociólogo Fernando
Henrique Cardoso que por decreto não se muda o contexto social, mas que o
círculo vicioso precisava ser rompido e que orçamentos, leis e programas
refletem os conceitos culturais. Ainda não nomeava ali, porta-vozes
confiáveis, intermediários como se costuma fazer - criava, isto sim, espaços
de poder para elaboração de propostas e execução, que, embora ainda
limitados, representavam um ponto de força na estrutura do governo.
A cultura sempre foi o espaço possível para o exercício da sensibilidade
negra, embora essa participação não mudasse o lugar social de seus
realizadores. Principalmente antes de a indústria controlar o setor, o
talento era limitado pelas condições de vida. Além da matriz cultural
brasileira, do imaginário e da visão de mundo serem expressões profundas da
africanidade aqui recriada, a expressão através das artes é fundamental,
mesmo que descontextualizada.
Programas, projetos, convênios, revisão de conceitos e de sua materialização
em apoios e orçamentos estão sendo realizados de forma a se criar um
ambiente que permita a realização das mudanças estruturais projetadas pelos
abolicionistas, adequadas a este final de milênio.
As comunidades negras rurais organizadas em quilombos, importantes celeiros
culturais por sua história, com prática coletiva de produção diversificada,
relação harmônica com o meio ambiente, foram identificadas. Estão sendo
demarcadas as suas terras e eles estão recebendo os seus títulos de posse.
São territórios culturais, são territórios habitados pelas mesmas famílias
por vezes há mais de trezentos anos, vulneráveis devido à ausência, até
então, de sua inclusão nos projetos fundiários do governo. Suas populações
estão sendo capacitadas para potencializar os recursos e programas pilotos
específicos de educação e saúde estão sendo realizados.
Programas de apoio ao desenvolvimento de uma dramaturgia afro-brasileira e
capacitação para a representação adequada desse grupo humano estão sendo
realizados em todo o país. São re-qualificados técnicos em comunicação,
roteiristas, atores, diretores, artistas gráficos, através de convênios de
várias naturezas.
A invisibilidade, ou a exposição desqualificada dos negros e de sua cultura,
eram motivo para a baixa auto-estima, tanto dessa população quanto dos
brasileiros em geral, na sua grande maioria afro-descendentes.
O mapa da produção cultural negra e de sua história urbana e rural está
sendo organizado e já parcialmente disponibilizado através dos meios
informatizados. A história hoje disponível apenas em acervos fechados ou de
difícil acesso, também no exterior, às vezes fragmentada, está sendo
organizada em um banco de dados que inclui toda a diversidade e inteligência
negra brasileira. Peças religiosas estão sendo identificadas e devolvidas
aos seus proprietários, quando não são doadas para o acervo. Sítios
arqueológicos, como a serra da Barriga, e áreas de antigos quilombos estão
sendo estudadas. A história da língua portuguesa no país, da perda das
línguas de origem africana e da 'invenção' da língua que falamos em todo o
território nacional, está sendo sistematizada. A vida de mulheres como Chica
da Silva, Carolina de Jesus, Luiza Mahin; a competência e o desencanto
político de abolicionistas como André Rebouças, Joaquim Nabuco e Luís Gama,
que pensavam o desenvolvimento brasileiro; Machado de Assis; as irmandades;
os terreiros e a ação dos seus líderes espirituais; a sensibilidade e o
universo contraditório dos cientistas; os conceitos de produção
diversificada, em oposição às plantations, desenvolvido por muitos
quilombos; o trabalho sofisticado com metais - toda essa riqueza começa a
estar disponível em várias linguagens para a nação que não conhece a
trajetória ancestral de, no mínimo, quarenta e cinco por cento de sua
população.
A projeção da cultura brasileira no exterior tem sido objeto de ações de
difusão que se desdobram em promoção da imagem do país, valorizando o
multiculturalismo e o intercâmbio cultural. A pluralidade nacional começa a
ser adequadamente representada e a presença de artistas afro-brasileiros
começa a ser mais diversificada no mercado.
O marco físico e, ao mesmo tempo simbólico, da nova postura do governo é a
criação do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra.
A compreensão de que a falta de informação mantém a população negras
estagnada nos espaços sociais inferiores, por vezes indiferente a
possibilidades transformadoras e, ainda, que os cidadãos de todas as origens
precisam ter referências para que se orgulhem das nossas africanidades,
levou o governo, através da Fundação Cultural Palmares, a desenvolver e a
implantar tal projeto.
O Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, cuja placa da
pedra fundamental foi assinada pelos presidentes Nelson Mandela e Fernando
Henrique Cardoso, será inaugurado no marco do V Centenário do Descobrimento
do Brasil, na capital federal, com o objetivo de ampliar a capacidade de
participação dos afro-brasileiros no processo de desenvolvimento humano,
científico e tecnológico do país. O diálogo cultural com a África e com os
países multirraciais ganha novo conteúdo a partir dessa iniciativa.
O reconhecimento da importância da cultura negra no dia-a-dia nacional e de
suas dinâmicas positivas como modelo civilizatório tem se expandido. Sua
essência musical, a capacidade desse coletivo de transformar condições
adversas em fatores de desenvolvimento humano e alegria, sua estética rica
em diversidade, sua religiosidade inclusiva, passam a ser percebidas no
conjunto da nação como elementos positivos da nossa diversidade.
O sistema de valores culturais do Estado, ao incluir a história do negro,
tem se transformado e exigido novas reflexões, novo vocabulário, o
desenvolvimento de novos conceitos de cidadania e, sobretudo, o início de
mais respeito por essas novas vozes num cenário que nunca foi representativo
dessa pluralidade.
Os projetos apoiados pelo Fundo Nacional de Cultura, pelas leis do mecenato,
para obras de conservação e preservação do patrimônio, têm, devido ao
engajamento pessoal do ministro Francisco Weffort, mais e mais incluído o
patrimônio afro-brasileiro. As ações nos Estados e municípios estão sendo
estimuladas a considerar a diversidade local. Dirigentes locais começam a
perceber que o patrimônio criado pelos negros gera recursos e visibilidade
para suas unidades administrativas e que, portanto, os produtores de tal
riqueza devem ser considerados.
*Política multi-cultural*
A nova política cultural brasileira cria imensas possibilidades e muitas
demandas para o Estado e para a sociedade.
O mercado foi motivado, surgiram e foram ampliadas várias publicações
destinadas ao público negro. Uma nova estética, mais inclusiva, começa a ser
visível na moda. A comunicação, inicialmente a oficial e agora, lentamente,
a comercial, começa a tratar o negro como pessoa e a incluir imagens de
seres humanos dos vários grupos étnicos.
0 mercado cultural, entretanto, continua excludente e o financiamento a
produções negras muito tímidas. Há ainda uma imensa distância entre o
discurso cultural e a prática da inclusão. Os produtos do teatro, da música,
da dança, da literatura, do cinema, da televisão e da pintura, apresentados
no cotidiano, estão longe de refletir a dinâmica social. Os produtores, com
referência nos conceitos criados pelo mito da democracia racial, tratam o
negro como segmento, de forma descontextualizada e eventual.
Por sua vez, os movimentos negros, que motivaram com seu ativismo histórico
as mudanças atuais, têm sido parceiros críticos do Estado e começam a atuar
junto a outros setores para aprofundar as transformações e para garantir que
a agenda do governo seja agilizada. A descrença nas instituições e a
indiferença em relação à representação política começam a serem
transformadas no conjunto da população.
Nota-se uma profunda transformação em curso na identidade nacional. A
compreensão das africanidades, aqui recriadas como parte do ethos
brasileiro, muda as referências e rompe as limitações impostas por um falso
eurocentrismo e põe por terra os conceitos de raça e de fragmentação da
diversidade. A inclusão valorizada do negro desmobiliza a necessidade de se
provar que o diferente é melhor ou pior, além de permitir trocas mais
profundas e prazerosas entre os humanos de várias origens.
Entretanto, como os valores do Estado só se transformam através de leis,
programas e políticas, estão sendo organizados dados sobre o resultado dos
investimentos planejados para o período de 1994 a 1999, a fim de que o
próximo plano plurianual inclua metas específicas para a criação de um novo
cenário, até o início da próxima década.
A obra civilizatória brasileira - a possibilidade do privilégio do encontro
superar as marcas da perversidade e as agruras do caminho percorrido -,
começa a ser esculpida ao som dos tambores, com a sabedoria das negras
velhas e a elegância da capoeira.
Não vos alerto por represália
Nem cobro meus direitos por vingança.
Só quero
Banir de nossos peitos
Esta goma hereditária e triste
Que muito me magoa
E tanto te envergonha.
Autoria: Rodrigo Almeida
A Batalha dos Métodos
Numa rua de subúrbio, uma criança estava sentada à porta de casa, olhando um livro ilustrado. Bem perto, havia uma escola e ali passavam muitas jovens que estavam se preparando para ser professoras.
Uma delas parou para ver a criança e disse:
— Que gracinha de menina!
— Me conta a história, disse a garota.
— Não, primeiro você tem de aprender a ler. Quer que eu te ensine? Olhando o título, a jovem apontou: a, o, e, u, i, o. Não, assim, não. Melhor assim: a, e, i, o, u.
A criança olhou desconsolada e pediu novamente para ouvir a história. A futura professora não desistiu.
— Veja, é fácil: a com i faz ai! Como você fala quando sente uma dor. E e com u faz eu! E apontava para o próprio peito, dizendo: eu, ai! eu, ai!
A criança, um pouco assustada, desviou o olhar e abriu o livro. A normalista aborreceu-se e foi para a aula de Métodos e Técnicas de Alfabetização contar para a professora que tinha encontrado uma pobre criança que era um caso típico de falta de prontidão para a leitura.
Logo depois passou outra jovem que se enterneceu com a cena da menina com o livro nas mãos.
— O que é que você está lendo?
— Não sei ler. Me conta a história?
— Vou ensinar a você. Como é seu nome?
— Betinha.
— Não, isso é seu apelido. Como é seu nome?
A menina pensou um pouco e olhou desolada para o livro:
— Me conta a história.
— Só se você me disser seu nome.
— Elisabete Maria de Oliveira.
— Ah, bom. Então vamos ver.
Puxando um caderninho da bolsa, a moça escreveu Elisabete e pediu à criança:
— Aqui está o seu nome: ELISABETE. Vamos ler apontando com o dedinho.
Apontando as nove letras, a menina leu: E-li-sa-be-te- ma-ri-a- de- o-li-vei-ra.
A jovem ficou embatucada e anotou a resposta para ir perguntar à professora de Psicogênese da Língua Escrita como interpretá-la.
— Tchau, querida! Outro dia eu te ensino, OK?
Não demorou muito, passou outra jovem de boa vontade e a criança lhe pediu:
— Me conta a história!
— Que gracinha! Eu conto se você me responder umas perguntas.
A criança olhou ressabiada.
— Você já sabe as letras do alfabeto?, disse a moça.
— Não.
— Você conhece as famílias silábicas?
— Quê?
— Deixa pra lá. Diga-me uma palavra que começa com pa. Por exemplo, pato, papai, palácio.
— Rei, princesa.
— Quê?
— Palácio, rei, princesa.
A futura professora suspirou. Saiu dali muito triste, achando que a menina era muito bonitinha, mas não tinha discriminação auditiva.
Daí a meia hora, passou um professor de Gramática, cansado e meio calvo, andando devagar. A menina resolveu tentar a sorte.
— Me conta a história!
— Não é assim. Fale de novo: conta-me a história.
— Hum?
— Conta-me a história, eu disse, respondeu o gramático.
— Mas eu não sei ler.
— Não, não é você que deve contá-la. Aliás, minha pobre criança, você não sabe nem falar.
A menina fechou o livro com força e fez uma careta de nojo para o gramático. Ele respondeu:
— Atrevida! Analfabeta! Iletrada! Anômala! Anojosa! Anacoluto! e retirou-se, muito satisfeito de possuir um vasto vocabulário para qualificar a pirralha.
Passou um tempinho, veio pela calçada uma professora de Sociolingüística, com seu gravador a tiracolo, e a menina resolveu tentar a sorte:
— Tia, me conta a história!
— Fala de novo, meu bem, disse a professora, e ligou o gravador. A menina era um exemplo magnífico de falante das classes populares do subúrbio do Rio, de modo que a pesquisadora não podia perder a oportunidade de entrevistá-la.
— Que que é isso?, perguntou a criança.
— Um gravador. Vou gravar o que você falar. Vamos conversar. Quantos anos você tem?
— Me conta a história.
— Depois eu conto. Converse um pouquinho comigo.
— Quero a história.
— Você me conta uma história. Eu gravo, depois passo tudo para o papel, pego a sua história e aí...
Mas a professora não pôde concluir: a menina já estava longe, pulando num pé só, fora do alcance da pesquisadora.
Logo na esquina, a menina encontrou o vendedor de cocadas que fazia ponto perto da escola normal. Pouco movimento, tarde parada. O vendedor olhou pra menina com o livro e perguntou:
— Já leu esse livro?
— Não, lê pra mim?, disse a menina, sem muita esperança de ser atendida.
— Hum, deixa eu ver.
O rapaz abriu o livro. Foi lendo devagar, como era possível, pois tinha aprendido a ler mal e mal, há muito tempo:
— Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho. Um dia, a mãe dela cha-cha-mou-a e disse...
A menina deu um suspiro de prazer e sentou no muro da escola para ouvir a história. Lá dentro, alguém dava uma aula sobre Métodos de Alfabetização.
Marlene Carvalho, professora Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Numa rua de subúrbio, uma criança estava sentada à porta de casa, olhando um livro ilustrado. Bem perto, havia uma escola e ali passavam muitas jovens que estavam se preparando para ser professoras.
Uma delas parou para ver a criança e disse:
— Que gracinha de menina!
— Me conta a história, disse a garota.
— Não, primeiro você tem de aprender a ler. Quer que eu te ensine? Olhando o título, a jovem apontou: a, o, e, u, i, o. Não, assim, não. Melhor assim: a, e, i, o, u.
A criança olhou desconsolada e pediu novamente para ouvir a história. A futura professora não desistiu.
— Veja, é fácil: a com i faz ai! Como você fala quando sente uma dor. E e com u faz eu! E apontava para o próprio peito, dizendo: eu, ai! eu, ai!
A criança, um pouco assustada, desviou o olhar e abriu o livro. A normalista aborreceu-se e foi para a aula de Métodos e Técnicas de Alfabetização contar para a professora que tinha encontrado uma pobre criança que era um caso típico de falta de prontidão para a leitura.
Logo depois passou outra jovem que se enterneceu com a cena da menina com o livro nas mãos.
— O que é que você está lendo?
— Não sei ler. Me conta a história?
— Vou ensinar a você. Como é seu nome?
— Betinha.
— Não, isso é seu apelido. Como é seu nome?
A menina pensou um pouco e olhou desolada para o livro:
— Me conta a história.
— Só se você me disser seu nome.
— Elisabete Maria de Oliveira.
— Ah, bom. Então vamos ver.
Puxando um caderninho da bolsa, a moça escreveu Elisabete e pediu à criança:
— Aqui está o seu nome: ELISABETE. Vamos ler apontando com o dedinho.
Apontando as nove letras, a menina leu: E-li-sa-be-te- ma-ri-a- de- o-li-vei-ra.
A jovem ficou embatucada e anotou a resposta para ir perguntar à professora de Psicogênese da Língua Escrita como interpretá-la.
— Tchau, querida! Outro dia eu te ensino, OK?
Não demorou muito, passou outra jovem de boa vontade e a criança lhe pediu:
— Me conta a história!
— Que gracinha! Eu conto se você me responder umas perguntas.
A criança olhou ressabiada.
— Você já sabe as letras do alfabeto?, disse a moça.
— Não.
— Você conhece as famílias silábicas?
— Quê?
— Deixa pra lá. Diga-me uma palavra que começa com pa. Por exemplo, pato, papai, palácio.
— Rei, princesa.
— Quê?
— Palácio, rei, princesa.
A futura professora suspirou. Saiu dali muito triste, achando que a menina era muito bonitinha, mas não tinha discriminação auditiva.
Daí a meia hora, passou um professor de Gramática, cansado e meio calvo, andando devagar. A menina resolveu tentar a sorte.
— Me conta a história!
— Não é assim. Fale de novo: conta-me a história.
— Hum?
— Conta-me a história, eu disse, respondeu o gramático.
— Mas eu não sei ler.
— Não, não é você que deve contá-la. Aliás, minha pobre criança, você não sabe nem falar.
A menina fechou o livro com força e fez uma careta de nojo para o gramático. Ele respondeu:
— Atrevida! Analfabeta! Iletrada! Anômala! Anojosa! Anacoluto! e retirou-se, muito satisfeito de possuir um vasto vocabulário para qualificar a pirralha.
Passou um tempinho, veio pela calçada uma professora de Sociolingüística, com seu gravador a tiracolo, e a menina resolveu tentar a sorte:
— Tia, me conta a história!
— Fala de novo, meu bem, disse a professora, e ligou o gravador. A menina era um exemplo magnífico de falante das classes populares do subúrbio do Rio, de modo que a pesquisadora não podia perder a oportunidade de entrevistá-la.
— Que que é isso?, perguntou a criança.
— Um gravador. Vou gravar o que você falar. Vamos conversar. Quantos anos você tem?
— Me conta a história.
— Depois eu conto. Converse um pouquinho comigo.
— Quero a história.
— Você me conta uma história. Eu gravo, depois passo tudo para o papel, pego a sua história e aí...
Mas a professora não pôde concluir: a menina já estava longe, pulando num pé só, fora do alcance da pesquisadora.
Logo na esquina, a menina encontrou o vendedor de cocadas que fazia ponto perto da escola normal. Pouco movimento, tarde parada. O vendedor olhou pra menina com o livro e perguntou:
— Já leu esse livro?
— Não, lê pra mim?, disse a menina, sem muita esperança de ser atendida.
— Hum, deixa eu ver.
O rapaz abriu o livro. Foi lendo devagar, como era possível, pois tinha aprendido a ler mal e mal, há muito tempo:
— Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho. Um dia, a mãe dela cha-cha-mou-a e disse...
A menina deu um suspiro de prazer e sentou no muro da escola para ouvir a história. Lá dentro, alguém dava uma aula sobre Métodos de Alfabetização.
Marlene Carvalho, professora Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
10 coisas que vc pode fazer para preservar o meio ambiente
1)Preste atenção na maneira como você faz uso da água. As pequenas coisas podem fazer uma grande diferença. Toda vez que você fechar a torneira enquanto estiver escovando os dentes, estará fazendo algo bom. Tem um vaso sanitário com vazamento? Você pode estar desperdiçando 700 litros de água por dia. Tente beber água de torneira em vez de água engarrafada, assim, você não estará desperdiçando todas aquelas embalagens também. Lave suas roupas em água fria quando puder.
2) Deixe seu carro em casa. Se você conseguir ficar sem carro apenas duas vezes por semana, reduzirá as emissões de gases estufa em uma média de 720 Kg por ano. Aproveite as saídas para realização de pequenas tarefas como ir ao correio, a mercearia e ao sapateiro de uma única vez. Isso fará com que você economize gasolina e tempo. Você também pode aderir ao dia mundial sem carro, para mostrar a importância disso.
3) Vá caminhando ou vá de bicicleta até o trabalho, à escola e a qualquer lugar que puder. Você pode reduzir a emissão de gases estufa enquanto queima algumas calorias, além de melhorar sua saúde. Se você não consegue caminhar nem andar de bicicleta, use veículos de transporte de massa ou faça uma viagem em grupo,de carona sólidaria em um carro particular, para o local de trabalho ou estudo. Cada carro que não estiver nas ruas faz diferença.
4) Recicle. Você pode ajudar a reduzir a poluição simplesmente jogando aquela lata de refrigerante em uma lixeira diferente. Se você estiver tentando escolher entre dois produtos, opte por aquele com menos embalagem. Se um prédio de escritórios com 7.000 trabalhadores, reciclasse todos seus refugos de papel de escritório durante um ano, seria o equivalente a tirar quase 400 carros das ruas.
5) Adubo. Pense no quanto de lixo você faz em um ano. Reduzir a quantidade de dejetos sólidos que você produz em um ano significa ocupar menos espaço em áreas usadas como depósito de lixo, de modo que seu dinheiro gasto em impostos pode ser utilizado em alguma outra área. Além disso, a compostagem é um ótimo fertilizante natural. Compostagem
6) Troque suas lâmpadas. Lâmpadas compactas fluorescentes (CFLs) duram 10 vezes mais do que uma lâmpada padrão e utilizam pelo menos dois terços a menos de energia. Se você estiver fazendo compras de novos utensílios domésticos ou até mesmo aparelhos eletrônicos de uso doméstico, procure produtos que venham com o sêlo de consumo, os quais atenderam às diretrizes do Imetro em relação à eficácia em termos de energia.
7) Torne seu lar mais eficiente em termos de energia e economize dinheiro. Limpe seus filtros do ar condicionado, de modo que seu sistema não tenha de trabalhar em tempo adicional. Obtenha um termostato programável, de modo que você não esteja desperdiçando energia quando não estiver em casa. Quando for dormir, reduza a regulagem do termostato você não sentirá falta daqueles graus extras de calor ou de ar condicionado enquanto estiver dormindo.
8) Faça a manutenção de seu carro. Pneus vazios diminuem a economia de combustível em até 3% e levam a um aumento de poluição e maiores emissões de gases estufa. O fato de não estarem cheios também aumenta o desgaste do pneu, de modo que você economizará dinheiro a longo prazo se fizer a verificação da pressão do pneu. Você também pode optar pelo motor flex e usar o etanol ao invés da gasolina.
9) Dirija de modo mais inteligente. Diminua a velocidade dirigir a cerca de 90 km/h em vez de 110 km/h na rodovia proporciona uma economia de até 6 quilômetros a cada 3,5 litros.. Acelerar e freiar de forma muito abrupta pode, na verdade, reduzir sua economia de combustível; deste modo, pegue leve nos freios e no acelerador.
10) Desligue as luzes quando não estiver na sala e tire da tomada os fios dos utensílios domésticos aqueles que ficam com a luz do LED acesa quando não estiverem sendo utilizados. Leva apenas um segundo para ficar consciente em relação ao meio ambiente
Fonte(s):
http://ajudandonatureza.blogspot.com/200…
1)Preste atenção na maneira como você faz uso da água. As pequenas coisas podem fazer uma grande diferença. Toda vez que você fechar a torneira enquanto estiver escovando os dentes, estará fazendo algo bom. Tem um vaso sanitário com vazamento? Você pode estar desperdiçando 700 litros de água por dia. Tente beber água de torneira em vez de água engarrafada, assim, você não estará desperdiçando todas aquelas embalagens também. Lave suas roupas em água fria quando puder.
2) Deixe seu carro em casa. Se você conseguir ficar sem carro apenas duas vezes por semana, reduzirá as emissões de gases estufa em uma média de 720 Kg por ano. Aproveite as saídas para realização de pequenas tarefas como ir ao correio, a mercearia e ao sapateiro de uma única vez. Isso fará com que você economize gasolina e tempo. Você também pode aderir ao dia mundial sem carro, para mostrar a importância disso.
3) Vá caminhando ou vá de bicicleta até o trabalho, à escola e a qualquer lugar que puder. Você pode reduzir a emissão de gases estufa enquanto queima algumas calorias, além de melhorar sua saúde. Se você não consegue caminhar nem andar de bicicleta, use veículos de transporte de massa ou faça uma viagem em grupo,de carona sólidaria em um carro particular, para o local de trabalho ou estudo. Cada carro que não estiver nas ruas faz diferença.
4) Recicle. Você pode ajudar a reduzir a poluição simplesmente jogando aquela lata de refrigerante em uma lixeira diferente. Se você estiver tentando escolher entre dois produtos, opte por aquele com menos embalagem. Se um prédio de escritórios com 7.000 trabalhadores, reciclasse todos seus refugos de papel de escritório durante um ano, seria o equivalente a tirar quase 400 carros das ruas.
5) Adubo. Pense no quanto de lixo você faz em um ano. Reduzir a quantidade de dejetos sólidos que você produz em um ano significa ocupar menos espaço em áreas usadas como depósito de lixo, de modo que seu dinheiro gasto em impostos pode ser utilizado em alguma outra área. Além disso, a compostagem é um ótimo fertilizante natural. Compostagem
6) Troque suas lâmpadas. Lâmpadas compactas fluorescentes (CFLs) duram 10 vezes mais do que uma lâmpada padrão e utilizam pelo menos dois terços a menos de energia. Se você estiver fazendo compras de novos utensílios domésticos ou até mesmo aparelhos eletrônicos de uso doméstico, procure produtos que venham com o sêlo de consumo, os quais atenderam às diretrizes do Imetro em relação à eficácia em termos de energia.
7) Torne seu lar mais eficiente em termos de energia e economize dinheiro. Limpe seus filtros do ar condicionado, de modo que seu sistema não tenha de trabalhar em tempo adicional. Obtenha um termostato programável, de modo que você não esteja desperdiçando energia quando não estiver em casa. Quando for dormir, reduza a regulagem do termostato você não sentirá falta daqueles graus extras de calor ou de ar condicionado enquanto estiver dormindo.
8) Faça a manutenção de seu carro. Pneus vazios diminuem a economia de combustível em até 3% e levam a um aumento de poluição e maiores emissões de gases estufa. O fato de não estarem cheios também aumenta o desgaste do pneu, de modo que você economizará dinheiro a longo prazo se fizer a verificação da pressão do pneu. Você também pode optar pelo motor flex e usar o etanol ao invés da gasolina.
9) Dirija de modo mais inteligente. Diminua a velocidade dirigir a cerca de 90 km/h em vez de 110 km/h na rodovia proporciona uma economia de até 6 quilômetros a cada 3,5 litros.. Acelerar e freiar de forma muito abrupta pode, na verdade, reduzir sua economia de combustível; deste modo, pegue leve nos freios e no acelerador.
10) Desligue as luzes quando não estiver na sala e tire da tomada os fios dos utensílios domésticos aqueles que ficam com a luz do LED acesa quando não estiverem sendo utilizados. Leva apenas um segundo para ficar consciente em relação ao meio ambiente
Fonte(s):
http://ajudandonatureza.blogspot.com/200…
Para rir - Repassando
ESTUDAR PRA QUÊ?
Você ainda acha que o Brasil vai muito bem?
Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês.
"Homenageado na Academia Brasileira de Letras"...
Tiririca: R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias;
"Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...
Moral da História:
Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: ler, escrever e pensar.
Sugestão:
Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:
- Educação Física:
→ Futebol
- Música:
→ Sertaneja
→ Pagode
→ Axé
- História:
→ Grandes Personagens da Corrupção Brasileira
→ Biografia dos Heróis do Big Brother
→ Evolução do Pensamento das "Celebridades"
- História da Arte:
→ De Carla Perez a Faustão
- Matemática:
→ Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha
→ Cálculo Percentual de Comissões e Propinas
- Português e Literatura:
→?????????????????????? Para quê??????????? ???????????
- Biologia, Física e Química:
→ Excluídas por excesso de complexidade
Está bom ou quer MAIS!!!!!!!!!!!!!
ESSE É O NOSSO BRASIL!!!!!!
" Um covarde é incapaz de demonstrar amor
- isso é privilégio dos corajosos"
Lúcia Bomfim
Você ainda acha que o Brasil vai muito bem?
Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês.
"Homenageado na Academia Brasileira de Letras"...
Tiririca: R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias;
"Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...
Moral da História:
Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: ler, escrever e pensar.
Sugestão:
Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:
- Educação Física:
→ Futebol
- Música:
→ Sertaneja
→ Pagode
→ Axé
- História:
→ Grandes Personagens da Corrupção Brasileira
→ Biografia dos Heróis do Big Brother
→ Evolução do Pensamento das "Celebridades"
- História da Arte:
→ De Carla Perez a Faustão
- Matemática:
→ Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha
→ Cálculo Percentual de Comissões e Propinas
- Português e Literatura:
→?????????????????????? Para quê??????????? ???????????
- Biologia, Física e Química:
→ Excluídas por excesso de complexidade
Está bom ou quer MAIS!!!!!!!!!!!!!
ESSE É O NOSSO BRASIL!!!!!!
" Um covarde é incapaz de demonstrar amor
- isso é privilégio dos corajosos"
Lúcia Bomfim
sábado, 4 de junho de 2011
OS BENEFICIOS DA COCA-COLA
A Coca-Cola não é só para beber.
Apesar de ser a bebida mais consumida no mundo, a Coca-Cola causa uma série dúvidas nas pessoas, pois sempre ouvimos que ela faz mal e acarreta no futuro uma série de problemas para a saúde.
- Você sabia que em muitos estados dos EUA, as patrulhas rodoviárias carregam dois galões de Coca-Cola no porta malas, para ser usado na remoção de sangue na estrada depois de um acidente.
- Se você colocar um osso numa tigela com Coca-Cola, ele se dissolverá em dois dias.
- Para limpar banheiros basta despejar uma lata de Coca-Cola dentro de um vaso e deixe a coisa decantar por uma hora e então de descarga.
- O ácido cítrico na Coca-Cola remove manchas na louça. Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques cromados de automóveis, esfregue o pára-choque com um chumaço de papel de alumínio (usado para embrulhar alimentos) molhados com Coca-Cola.
- Para limpar corrosão dos terminais de baterias de automóveis, despeje uma lata de Coca-Cola sobre os terminais e deixe efervescer sobre a corrosão.
- Para soltar um parafuso emperrado por corrosão, aplique um pano encharcado com Coca-Cola sobre o parafuso enferrujado, por vários minutos.
- Para remover manchas de graxa das roupas, despeje uma lata de Coca-Cola dentro da máquina com as roupas, adicione detergente. A Coca-Cola ajuda a remover as manchas de graxa.
- A Coca-Cola também ajuda a limpar o enlaçamento do pára-brisa do seu carro
- Para sua informação: O ingrediente ativo na Coca-Cola é o ácido fosfórico. Seu PH é 2.8. Ele dissolve uma unha em cerca de 4 dias.
- Acido fosfórico também rouba cálcio dos ossos e é o maior contribuinte para o aumento da osteoporose, principalmente nas mulheres.
- Crianças a partir de 10 anos já estão tendo osteoporose, segundo estudos da Alemanha. Motivo: Muita Coca-Cola desde crianças por falta de orientação dos pais.
- A Coca-Cola Light é uma bomba ainda mais poderosa, segundo os especialistas. Além de fazer o mal da Coca-Cola tem ainda o Aspartamente que causa ausaimer e doenças degenerativas.
Sabe quais são os benefícios para a nossa saúde?
NENHUM!!!!
A Coca-Cola não é só para beber.
Apesar de ser a bebida mais consumida no mundo, a Coca-Cola causa uma série dúvidas nas pessoas, pois sempre ouvimos que ela faz mal e acarreta no futuro uma série de problemas para a saúde.
- Você sabia que em muitos estados dos EUA, as patrulhas rodoviárias carregam dois galões de Coca-Cola no porta malas, para ser usado na remoção de sangue na estrada depois de um acidente.
- Se você colocar um osso numa tigela com Coca-Cola, ele se dissolverá em dois dias.
- Para limpar banheiros basta despejar uma lata de Coca-Cola dentro de um vaso e deixe a coisa decantar por uma hora e então de descarga.
- O ácido cítrico na Coca-Cola remove manchas na louça. Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques cromados de automóveis, esfregue o pára-choque com um chumaço de papel de alumínio (usado para embrulhar alimentos) molhados com Coca-Cola.
- Para limpar corrosão dos terminais de baterias de automóveis, despeje uma lata de Coca-Cola sobre os terminais e deixe efervescer sobre a corrosão.
- Para soltar um parafuso emperrado por corrosão, aplique um pano encharcado com Coca-Cola sobre o parafuso enferrujado, por vários minutos.
- Para remover manchas de graxa das roupas, despeje uma lata de Coca-Cola dentro da máquina com as roupas, adicione detergente. A Coca-Cola ajuda a remover as manchas de graxa.
- A Coca-Cola também ajuda a limpar o enlaçamento do pára-brisa do seu carro
- Para sua informação: O ingrediente ativo na Coca-Cola é o ácido fosfórico. Seu PH é 2.8. Ele dissolve uma unha em cerca de 4 dias.
- Acido fosfórico também rouba cálcio dos ossos e é o maior contribuinte para o aumento da osteoporose, principalmente nas mulheres.
- Crianças a partir de 10 anos já estão tendo osteoporose, segundo estudos da Alemanha. Motivo: Muita Coca-Cola desde crianças por falta de orientação dos pais.
- A Coca-Cola Light é uma bomba ainda mais poderosa, segundo os especialistas. Além de fazer o mal da Coca-Cola tem ainda o Aspartamente que causa ausaimer e doenças degenerativas.
Sabe quais são os benefícios para a nossa saúde?
NENHUM!!!!
DEVEMOS NOS ATUALIZAR!
>>>>As mudanças dos anos 70/80 para os dias de hoje:
>>>>Antes era:
>>>> Agora é:
>>>>
>>>>creme rinse
>>>> condicionador
>>>>
>>>>obrigado
>>>> valeu
>>>>
>>>>é complicado
>>>> é foda
>>>>
>>>>collant
>>>> body
>>>>
>>>>rouge
>>>> blush
>>>>
>>>>ancião e coroa
>>>> véi
>>>>
>>>>bailinho e discoteca
>>>> balada
>>>>
>>>>japona
>>>> jaqueta
>>>>
>>>>nos bastidores
>>>> making off
>>>>
>>>>cafona
>>>> brega
>>>>
>>>>programa de entrevistas
>>>> talk-show
>>>>
>>>>reclame
>>>> propaganda
>>>>
>>>>calça cocota
>>>> calça cintura baixa
>>>>
>>>>flertar, paquerar
>>>> dar mole
>>>>
>>>>oi, olá, como vai?
>>>> e aê?
>>>>
>>>>cópia, imitação
>>>> genérico
>>>>
>>>>curtir, zoar
>>>> causar
>>>>
>>>>mamãe, posso ir?
>>>> véiaaaa, fui!!!
>>>>
>>>>legal, bacana
>>>> manero, irado
>>>>
>>>>mulher de vida fácil
>>>> garota de programa
>>>>
>>>>legal o negócio
>>>> xapado o bagúio
>>>>
>>>>pasta de dente
>>>> creme dental
>>>>
>>>>cansaço
>>>> estresse
>>>>
>>>>desculpe
>>>> foi mal
>>>>
>>>>oi, tudo bem?
>>>> e aê, belê?
>>>>
>>>>ficou chateada
>>>> ficou bolada
>>>>
>>>>médico de senhoras
>>>> ginéco
>>>>
>>>>superlegal
>>>> irado
>>>>
>>>>primário e ginásio
>>>> ensino fundamental
>>>>
>>>>preste atenção!
>>>> se liga!
>>>>
>>>>por favor
>>>> quebra essa
>>>>
>>>>recreio
>>>> intervalo
>>>>
>>>>radinho de pilhas
>>>> ipod
>>>>
>>>>manequim
>>>> modelo e atriz
>>>>
>>>>retrato
>>>> foto
>>>>
>>>>jardineira
>>>> macacão
>>>>
>>>>mentira
>>>> kaô
>>>>
>>>>saquei
>>>> tô ligado
>>>>
>>>>entendeu?
>>>> copiou?
>>>>
>>>>gafe
>>>> mico
>>>>
>>>>fofoca, ti-ti-ti
>>>> babado
>>>>
>>>>ha ha ha
>>>> uhauhauhauha
>>>>
>>>>fotocópia
>>>> Xerox
>>>>
>>>>brilho labial
>>>> gloss
>>>>
>>>>bola ao cesto
>>>> basquete
>>>>
>>>>folhinha
>>>> calendário
>>>>
>>>>empregada doméstica
>>>> secretária
>>>>
>>>>faxineira
>>>> diarista
>>>>
>>>>vou verificar
>>>> vou estar verificando
>>>>
>>>>madureza
>>>> supletivo
>>>>
>>>>vidro fumê
>>>> insulfilm
>>>>
>>>>posso te ligar?
>>>> posso te add?
>>>>
>>>>tingir uma roupa
>>>> customizar
>>>>
>>>>dar no pé, ir embora
>>>> vazar
>>>>
>>>>embrulho
>>>> pacote
>>>>
>>>>lycra
>>>> stretch
>>>>
>>>>tristeza
>>>> deprê
>>>>
>>>>beque
>>>> zagueiro
>>>>
>>>>rádio patrulha
>>>> viatura
>>>>
>>>>atlético
>>>> sarado
>>>>
>>>>peituda
>>>> siliconada
>>>>
>>>>professor de ginástica
>>>> personal
>>>>
>>>>quadro negro
>>>> board
>>>>
>>>>babosa
>>>> aloe vera
>>>>
>>>>lepra
>>>> hanseníase
>>>>
>>>>Ave Maria!!!
>>>> Afffff!!
>>>>
>>>>caramba
>>>> caraca
>>>>
>>>>namoro
>>>> pegação
>>>>
>>>>laquê
>>>> spray
>>>>
>>>>de montão
>>>> pracarai!
>>>>
>>>>derrame
>>>> AVC
>>>>
>>>>chapa dos pulmões
>>>> raio-x
>>>>
>>>>sua bênção, papai
>>>> "qualé", coroa?
>>>>
>>>>você tem certeza?
>>>> ah! fala sério!
>>>>
>>>>banha
>>>> gordura localizada
>>>>
>>>>alisamento
>>>> chapinha
>>>>
>>>>buteco no fim do expediente
>>>> happy hour
>>>>
>>>>costureira
>>>> estilista
>>>>
>>>>negro
>>>> afro-descendente
>>>>
>>>>professora
>>>> tia, profe
>>>>
>>>>senhor
>>>> tiozinho
>>>>
>>>>bunduda
>>>> popozuda!
>>>>
>>>>Amorrrrrrr!
>>>> Benhhêêêêê!
>>>>
>>>>desculpe, mas esta questão que você me submeteu é impossível de cumprir!
>>>> nem fudendo!
>>>>
>>>>olha o barulho!
>>>> ó o auê aí ô!
>>>>
>>>>E ai mano véi, atualizô? Agora vaza geral aí pra galera atualizá também, tá
>>>>ligado?
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>--
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>
>>
>ha ha ha. . . quer dizer. . . uhauhauha. . .
>>>>Antes era:
>>>> Agora é:
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>>>>creme rinse
>>>> condicionador
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>>>>obrigado
>>>> valeu
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>>>>é complicado
>>>> é foda
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>>>>collant
>>>> body
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>>>>rouge
>>>> blush
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>>>>ancião e coroa
>>>> véi
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>>>>bailinho e discoteca
>>>> balada
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>>>>japona
>>>> jaqueta
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>>>>nos bastidores
>>>> making off
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>>>>cafona
>>>> brega
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>>>>programa de entrevistas
>>>> talk-show
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>>>>reclame
>>>> propaganda
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>>>>calça cocota
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>>>>flertar, paquerar
>>>> dar mole
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>>>>oi, olá, como vai?
>>>> e aê?
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>>>>cópia, imitação
>>>> genérico
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>>>>curtir, zoar
>>>> causar
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>>>>mamãe, posso ir?
>>>> véiaaaa, fui!!!
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>>>>legal, bacana
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>>>>mulher de vida fácil
>>>> garota de programa
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>>>>legal o negócio
>>>> xapado o bagúio
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>>>>pasta de dente
>>>> creme dental
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>>>>cansaço
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>>>>desculpe
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>>>>oi, tudo bem?
>>>> e aê, belê?
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>>>>ficou chateada
>>>> ficou bolada
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>>>>médico de senhoras
>>>> ginéco
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>>>>superlegal
>>>> irado
>>>>
>>>>primário e ginásio
>>>> ensino fundamental
>>>>
>>>>preste atenção!
>>>> se liga!
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>>>>por favor
>>>> quebra essa
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>>>>recreio
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>>>>radinho de pilhas
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>>>>manequim
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>>>>retrato
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>>>>jardineira
>>>> macacão
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>>>>mentira
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>>>>saquei
>>>> tô ligado
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>>>>entendeu?
>>>> copiou?
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>>>>gafe
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>>>>fofoca, ti-ti-ti
>>>> babado
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>>>>ha ha ha
>>>> uhauhauhauha
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>>>>fotocópia
>>>> Xerox
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>>>>brilho labial
>>>> gloss
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>>>>bola ao cesto
>>>> basquete
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>>>>folhinha
>>>> calendário
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>>>>empregada doméstica
>>>> secretária
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>>>>faxineira
>>>> diarista
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>>>>vou verificar
>>>> vou estar verificando
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>>>>madureza
>>>> supletivo
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>>>>vidro fumê
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>>>>posso te ligar?
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>>>>tingir uma roupa
>>>> customizar
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>>>>lycra
>>>> stretch
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>>>>tristeza
>>>> deprê
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>>>>beque
>>>> zagueiro
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>>>> viatura
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>>>>atlético
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>>>>peituda
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>>>>professor de ginástica
>>>> personal
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>>>>quadro negro
>>>> board
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>>>>babosa
>>>> aloe vera
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>>>>lepra
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>>>> caraca
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>>>>namoro
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>>>>laquê
>>>> spray
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>>>>de montão
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>>>>derrame
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>>>>alisamento
>>>> chapinha
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>>>>buteco no fim do expediente
>>>> happy hour
>>>>
>>>>costureira
>>>> estilista
>>>>
>>>>negro
>>>> afro-descendente
>>>>
>>>>professora
>>>> tia, profe
>>>>
>>>>senhor
>>>> tiozinho
>>>>
>>>>bunduda
>>>> popozuda!
>>>>
>>>>Amorrrrrrr!
>>>> Benhhêêêêê!
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>>>>desculpe, mas esta questão que você me submeteu é impossível de cumprir!
>>>> nem fudendo!
>>>>
>>>>olha o barulho!
>>>> ó o auê aí ô!
>>>>
>>>>E ai mano véi, atualizô? Agora vaza geral aí pra galera atualizá também, tá
>>>>ligado?
>>>>
>>>>
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>ha ha ha. . . quer dizer. . . uhauhauha. . .
domingo, 15 de maio de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
| ATITUDES QUE DRENAM ENERGIAS
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